Categoria: De um passado glorioso desperta… Catalão vem viver o esplendor!

De um passado glorioso desperta... Catalão vem viver o esplendor!

Recordações da Academia Catalana de Letras – Inimigos políticos resolviam suas divergências na bala

Houve um tempo, em Catalão, que os inimigos políticos eram vizinhos e resolviam suas divergências na bala. Moravam quase de frente um para o outro e quando estourava um conflito armado a luta se dava a partir de suas próprias residências. Foi o que aconteceu, no centro da cidade, em 1892 e 1897. Os atores principais residiam na Rua do Comércio, hoje Avenida 20 de Agosto. O senador Antonio Paranhos morava em um sobrado bem na esquina com a praça central, o coronel José Maria da Silva Ayres tinha residência quase de frente e o capitão Carlos Antonio de Andrade residia no casarão ao lado da Farmácia Felicidade, separado apenas por um beco que dava no córrego Pirapitinga. O casarão ficava...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Catalão já foi a capital econômica de Goiás

A Academia Catalana de Letras recorda que, Catalão já foi a capital econômica de Goiás. Antes de existir Goiânia e Brasília, o centro industrial e comercial do estado era o município de Catalão. Nas primeiras décadas do século passado, Catalão já tinha fábricas de manteiga de leite, de macarrão, charqueadas de carne bovina, indústrias de processamento de couro para sapatos, usina de beneficiamento de arroz, açúcar cristal, torrefadoras de café, empacotamento, engarrafamento de bebidas etc. Os empreendimentos econômicos eram muito variados. Além do que, a cidade contava com energia elétrica gerada no próprio município e com grandes lojas comerciais de secos e molhados. Na época, os representantes da Ford, Chevrolet e Jeep para o Brasil...

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Observações da Academia Catalana de Letras – Os eixos fundamentais da Política Catalana

Academia Catalana de Letras observa que, a história política de Catalão pode ser vista através de dois eixos fundamentais: o tempo do autoritarismo e o tempo da democracia. O primeiro durou mais de um século, de 1830 a 1947. A democracia, por sua vez, está completando pouco mais de 70 anos, de 1947 a 2020. Entretanto, tudo não aconteceu de forma linear. O período do autoritarismo atravessou diferentes etapas ao longo dos anos. Catalão experimentou um autoritarismo pleno que durou de 1830 a 1860, um autoritarismo institucional de 1860 a 1910, um autoritarismo fortemente de timbre pessoal de 1910 a 1930 e um autoritarismo institucional, porém ainda mesclado por traços de violência pessoal, no período de 1930 a 1947. Da mesma...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Colégio Nossa Senhora Mãe de Deus

A Academia Catalana de Letras recorda que, há 99 anos, cinco freiras agostinianas iniciaram a educação de moças em Catalão, fundando o Colégio Mãe de Deus. De lá para cá, sem interrupção nos trabalhos, a instituição esteve presente na formação educacional de praticamente toda a sociedade catalana. A sobrevida do Colégio Mãe de Deus, desde 1921, constitui um dos maiores orgulhos de Catalão. Quantos empreendimentos industriais e comerciais que surgiram na mesma época, ou mesmo depois, não existem mais? Quantos clubes, instituições, entidades e órgãos de imprensa foram criados e hoje restam somente nos registros históricos do município? A verdade é que, no silêncio e na solidão dos seus muros, o Colégio Mãe de Deus nunca perdeu o antigo vigor. O...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Aldemar Ferrugem, catalano morto no conflito da Segunda Guerra Mundial

A Academia Catalana de Letras relembra que, Ademar Ferrugem é nome de rua em Catalão e também em Goiânia. O que poucos sabem, no entanto, é que esse soldado catalano passou por momentos muito difíceis em terras italianas, antes de receber o tiro de fuzil que o eliminou na II Guerra Mundial. Em dezembro de 1944, enfrentando o vento gelado do inverno europeu, sob um frio de 18 graus negativos, Ademar Ferrugem permaneceu por vários dias em uma trincheira, recebendo descargas de fuzis noite e dia, ao lado de um companheiro de Mogi das Cruzes - SP. Para sobreviver tinham que buscar água e comida de madrugada, debaixo de um cerrado bombardeio inimigo. O seu colega paulista sobreviveu para contar a triste...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – A Boca da Onça

A Academia Catalana de Letras recorda que Catalão também teve o seu sanfoneiro famoso. Não se chamava Luiz Gonzaga, mas quase, Luiz Gouveia. Ele fez tanto sucesso junto ao povo mais simples, que acabou dando nome a um lugar bem afastado da cidade: a Boca da Onça. No seu bar, onde promovia pagodes nos finais de semana, haviam pintado, na parede externa, o desenho de uma enorme onça com a boca aberta. Nos arredores foram se formando pequenos inferninhos e o local, durante um tempo, passou a ser evitado pelas famílias de bem de Catalão. A Boca da Onça foi lugar de bebedeiras e festinhas à noite. Era bastante frequentada pela rapaziada mais simples e alguns inveterados boêmios da cidade. Nas...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Lamartine Pinto de Avelar e José Marcelino

A Academia Catalana de Letras recorda que, a comunidade baiana de Catalão demonstrou forte presença e deixou marcas inapagáveis na memória da cidade. Tanto que, as duas maiores avenidas comerciais de Catalão levam o nome de dois migrantes da Bahia: Av. José Marcelino e Av. Dr. Lamartine. Não se trata meramente de homenagens gratuitas. O baiano José Marcelino ergueu uma ponte sobre o rio São Marcos, em 1953, que até hoje sustenta o trânsito de quem se dirige a Davinópolis. O baiano Dr. Lamartine formou-se em medicina em 1940, no Rio de Janeiro e, em 1949, já estava em Catalão discutindo a fundação de uma Santa Casa de Misericórdia para os moradores. Vale a pena reviver o passado. José Marcelino nasceu no município...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – As mortes de Albino Felipe Nascimento e de Antero da Costa Carvalho

A Academia Catalana de Letras recorda que, nesta semana completam 84 anos que o fazendeiro Albino Felipe foi morto de tocaia e, até hoje, não se comprovou a autoria e tampouco o mandante do crime. Evidente que o processo prescreveu, mas não existem, na história da violência em Catalão, episódios mais comentados do que os assassinatos de Albino Felipe Nascimento e de Antero da Costa Carvalho. Um se deu em consequência do outro no curto prazo de dois meses. Antero, natural de Jataí, aqui chegou em 1932, acompanhando sua mulher que tinha família residente em Catalão. Como prático de farmácia, rapidamente se integrou aos meios políticos e sociais, ganhando amizade e respeito dos moradores. Albino Felipe, por sua vez, era um fazendeiro...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Maria Fernandes

A Academia Catalana de Letras recorda que, na metade do século passado existiu em Catalão uma empresária bem sucedida, que trabalhou muito para que o seu negócio prosperasse. Inclusive, o seu estabelecimento ficou famoso até mesmo nas cidades da redondeza de onde vinha numerosa clientela. Era uma pessoa rígida e severa, mas bastante generosa. Ajudava financeiramente não só os inúmeros parentes como também as mulheres que frequentavam a sua casa e que porventura estivessem em necessidade. Dizem que era muito bonita. Tanto que, um conhecido industrial de Catalão construiu para ela uma linda casa onde ela montou o seu bordel. Seu nome era Maria Fernandes, proprietária do mais famoso cabaré de Catalão. Um nome respeitado, que adquiriu confiança e credibilidade nos melhores...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – O pioneirismo de Ipameri

A Academia Catalana de Letras relembra que, antigamente existia uma dissimulada competição entre Ipameri e Catalão. Tanto que, por muito tempo as duas comunidades seguiram rumos diferentes na economia e na política. Mesmo em termos sociais era como se existisse uma linha divisória. Ipameri esteve voltada para a região central de Goiás (Formosa, Anápolis e Cristalina) e Catalão mais ligada ao Triângulo Mineiro (Araguari, Bagagem e Araxá). Catalão sempre carregou o mesmo nome, seja como arraial, vila ou cidade. Ipameri, por sua vez, nunca teve um nome definido e sim uma referência de localização. Nasceu com o apelido Vai-Vem e mais tarde virou cidade com o nome de Entre-Rios. Décadas depois de emancipada, resolveram trocar sua denominação para Ipameri que,...