Categoria: De um passado glorioso desperta… Catalão vem viver o esplendor!

De um passado glorioso desperta... Catalão vem viver o esplendor!

Recordações da Academia Catalana de Letras – OS CÓDIGOS DE POSTURA DE CATALÃO

A Academia Catalana de Letras relembra que, Catalão nunca foi uma cidade desordenada e sem leis. O código de postura municipal existe desde 1837 e sofreu inúmeras alterações ao longo das sucessivas gerações. O primeiro código de postura da Vila do Catalão não permitia o funcionamento de tabernas e armazéns depois das nove horas da noite, proibia escravos de se embriagar, multava pessoas que incomodassem o sossego público, condenava a pesca predatória e considerava crime o corte aleatório de madeiras no município. Cem anos depois, outro código de postura em Catalão proibia o transporte de frangos de cabeça para baixo, o cultivo de bananeiras no quintal e não permitia que as pessoas ficassem sentadas à porta de casa. A...

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Um Aniversário Diferente por Luis Estevam

Dificilmente um catalano esqueceria a data de aniversário de sua cidade. Principalmente depois que o vereador Carlos César Elias, na década de 1970, unificou as várias ruas que cruzam pelo centro da cidade em uma só denominação: Avenida 20 de Agosto. O que antes havia sido Rua das Flores, Rua da Alegria, Rua do Comércio, Avenida Goiânia, Rua Municipal e Rua Coronel Roque, tornou-se simplesmente 20 de Agosto. Mas, quem diria. O dia 20 de agosto, deste ano, transcorre de maneira bem inusitada para os catalanos. Em tempos normais seria uma data de festejos, desfiles e eventos cívicos alusivos ao aniversário da cidade. No entanto, com a pandemia e o recomendado afastamento entre pessoas, as comemorações públicas foram canceladas. Nem mesmo...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Histórias da Cadeia Pública de Catalão

A Academia Catalana de Letras recorda que, a cadeia pública de Catalão foi palco de marcantes ocorrências ao longo de sua história. O velho prédio, construído em 1844, quando Catalão era ainda uma pequena vila, conservou os traços originais apesar das inúmeras reformas que recebeu. O minúsculo arraial do Catalão, até a década de 1830, não tinha aparato judicial próprio e tampouco cadeia pública. Porém, ao ser elevado à condição de vila, em 1833, surgiram reivindicações para construção da Câmara Municipal e de um cárcere para imposição da ordem pública. O apelo foi atendido pelo governo provincial e, em 1844, foi levantado um grande sobrado para abrigo do legislativo e do judiciário municipais. O térreo da construção foi destinado à cadeia...

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Observações da Academia Catalana de Letras – O Morro de Santo Antonio

A Academia Catalana de Letras constata que, um dos locais históricos mais tradicionais em Catalão é o Morrinho de Santo Antonio. Entretanto, é o menos conhecido da população e bem menos frequentado que os demais. Mas, nem sempre foi assim. Os moradores da velha Rua da Grota guardam na memória as concorridas novenas e os animados festejos de Santo Antonio realizados no cume daquele pequeno morro. Tradicionalmente o mês de junho, em Catalão, começava com a Festa de Santo Antonio e se prolongava em comemorações até o dia de São João. Os devotos eram tantos que a comunidade ganhou, há mais de quarenta anos, a denominação de Bairro Santo Antonio. A área urbana de Catalão tem três elevações topográficas. Ao norte, o...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – O Tiro de Guerra de Catalão

A Academia Catalana de Letras relembra que, na metade do século passado os jovens catalanos, ao completar 18 anos de idade, tinham duas possibilidades de cumprir suas obrigações militares sem sair da própria região. Poderiam engajar-se no 6° BC de Ipameri ou servir o Tiro de Guerra em Catalão. A vantagem era que, no Tiro de Guerra o recruta continuava a exercer suas atividades profissionais, tendo apenas que participar do treinamento previsto pelas forças armadas, geralmente nas madrugadas e nos finais de semana. Na época, servir o exército era motivo de orgulho para os moços de todas as camadas sociais. O uniforme, a disciplina, os desfiles cívicos, o fisiculturismo, o respeito por parte da polícia, as acrobacias e o sucesso com...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Inimigos políticos resolviam suas divergências na bala

Houve um tempo, em Catalão, que os inimigos políticos eram vizinhos e resolviam suas divergências na bala. Moravam quase de frente um para o outro e quando estourava um conflito armado a luta se dava a partir de suas próprias residências. Foi o que aconteceu, no centro da cidade, em 1892 e 1897. Os atores principais residiam na Rua do Comércio, hoje Avenida 20 de Agosto. O senador Antonio Paranhos morava em um sobrado bem na esquina com a praça central, o coronel José Maria da Silva Ayres tinha residência quase de frente e o capitão Carlos Antonio de Andrade residia no casarão ao lado da Farmácia Felicidade, separado apenas por um beco que dava no córrego Pirapitinga. O casarão ficava...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Catalão já foi a capital econômica de Goiás

A Academia Catalana de Letras recorda que, Catalão já foi a capital econômica de Goiás. Antes de existir Goiânia e Brasília, o centro industrial e comercial do estado era o município de Catalão. Nas primeiras décadas do século passado, Catalão já tinha fábricas de manteiga de leite, de macarrão, charqueadas de carne bovina, indústrias de processamento de couro para sapatos, usina de beneficiamento de arroz, açúcar cristal, torrefadoras de café, empacotamento, engarrafamento de bebidas etc. Os empreendimentos econômicos eram muito variados. Além do que, a cidade contava com energia elétrica gerada no próprio município e com grandes lojas comerciais de secos e molhados. Na época, os representantes da Ford, Chevrolet e Jeep para o Brasil...

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Observações da Academia Catalana de Letras – Os eixos fundamentais da Política Catalana

Academia Catalana de Letras observa que, a história política de Catalão pode ser vista através de dois eixos fundamentais: o tempo do autoritarismo e o tempo da democracia. O primeiro durou mais de um século, de 1830 a 1947. A democracia, por sua vez, está completando pouco mais de 70 anos, de 1947 a 2020. Entretanto, tudo não aconteceu de forma linear. O período do autoritarismo atravessou diferentes etapas ao longo dos anos. Catalão experimentou um autoritarismo pleno que durou de 1830 a 1860, um autoritarismo institucional de 1860 a 1910, um autoritarismo fortemente de timbre pessoal de 1910 a 1930 e um autoritarismo institucional, porém ainda mesclado por traços de violência pessoal, no período de 1930 a 1947. Da mesma...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Colégio Nossa Senhora Mãe de Deus

A Academia Catalana de Letras recorda que, há 99 anos, cinco freiras agostinianas iniciaram a educação de moças em Catalão, fundando o Colégio Mãe de Deus. De lá para cá, sem interrupção nos trabalhos, a instituição esteve presente na formação educacional de praticamente toda a sociedade catalana. A sobrevida do Colégio Mãe de Deus, desde 1921, constitui um dos maiores orgulhos de Catalão. Quantos empreendimentos industriais e comerciais que surgiram na mesma época, ou mesmo depois, não existem mais? Quantos clubes, instituições, entidades e órgãos de imprensa foram criados e hoje restam somente nos registros históricos do município? A verdade é que, no silêncio e na solidão dos seus muros, o Colégio Mãe de Deus nunca perdeu o antigo vigor. O...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – Aldemar Ferrugem, catalano morto no conflito da Segunda Guerra Mundial

A Academia Catalana de Letras relembra que, Ademar Ferrugem é nome de rua em Catalão e também em Goiânia. O que poucos sabem, no entanto, é que esse soldado catalano passou por momentos muito difíceis em terras italianas, antes de receber o tiro de fuzil que o eliminou na II Guerra Mundial. Em dezembro de 1944, enfrentando o vento gelado do inverno europeu, sob um frio de 18 graus negativos, Ademar Ferrugem permaneceu por vários dias em uma trincheira, recebendo descargas de fuzis noite e dia, ao lado de um companheiro de Mogi das Cruzes - SP. Para sobreviver tinham que buscar água e comida de madrugada, debaixo de um cerrado bombardeio inimigo. O seu colega paulista sobreviveu para contar a triste...