Categoria: De um passado glorioso desperta… Catalão vem viver o esplendor!

De um passado glorioso desperta... Catalão vem viver o esplendor!

Matança dos Ferroviários por Sonia Sant’Anna

Já escrevi aqui algumas vezes sobre Catalão, GO, que, como toda cidade do interior de tempos passados, era dominada por algum coronel e seus jagunços. A história de hoje ficou conhecida nos anais da cidade como Matança dos Ferroviários. Construía-se um prolongamento da estrada de ferro que ligaria Catalão a Ouvidor e Três Ranchos. O cenário, nesses casos, não varia muito. Os operários, recrutados em outros locais, vivem em acampamentos e nos fins de semana vão à cidade. Tabernas e bordéis se multiplicam para atender essa clientela. Certo fim de semana, alguns trabalhadores da estrada,...

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ORDENS RELIGIOSAS EM CATALÃO

Na história de Catalão, algumas congregações religiosas marcaram o apostolado no município. Tanto que, a devoção católica ficou imortalizada na denominação dos bairros  que foram surgindo pela cidade: Mãe de Deus, Santo Antônio, São João, N. S. de Fátima, São Francisco, Três Cruzes, Santa Terezinha, São José, Monsenhor Souza, Santa Cruz, Santa Helena, Santa Rita e outros mais. Na verdade, Catalão nasceu sob o signo da cristandade. Entre os fundadores do lugar estava um padre beneditino, Frei Antônio da Conceição, que lançou a semente do apostolado local em 1722. Conforme  relato do escrivão da bandeira do Anhanguera, o padre retornou a São Paulo, depois de três anos, mas deixou seu sobrinho tomando conta das roças no lugarejo que posteriormente se...

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MEMÓRIAS ESPARSAS DA VELHA CATALÃO

Catalão ficou conhecida como terra de homens valentes, como reduto de intelectuais, como local de grandes empreendedores e como palco de sangrentas disputas políticas. Sempre foi uma cidade, de alguma forma, respeitada e famosa. Basta lembrar que o Sítio do Catalão foi o primeiro povoamento no território goiano, fundado por integrantes da própria bandeira do Anhanguera. Durante um longo período, a cidade era lembrada como terra da violência e da valentia pessoal. Isso fez com que muitos catalanos, ao residir em outras localidades, fossem recebidos com receio e tratados com certo distanciamento. Reputação que, ao invés de envergonhar, proporcionava velado orgulho aos filhos de Catalão.

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300 ANOS DA BANDEIRA DO ANHANGUERA

O ano de 2022 carrega um significado histórico muito importante. Fazem 300 anos que a expedição paulista, comandada por Bartolomeu Bueno Filho, atravessou o rio Paranaiba, rascunhando o território de Goiás. A terra era despovoada de migrantes, habitada somente por índios carajás, xavantes, tupis e principalmente caiapós. Tribos que, na língua geral, os bandeirantes denominavam goyases. Em tupi, goyaz significa "nação de irmãos, de uma raça só". O portal de entrada dos sertanistas foi na parte meridional do território, em local que ficou conhecido como Sítio do Catalão. Em seguida, o coroamento da expedição aconteceu em Santa Cruz, Vila Boa, Meia Ponte e Corumbá....

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O PIONEIRISMO DE CATALÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA

No local onde construíram o supermercado Bretas, em Catalão, funcionou uma grande escola de educação física no início da década de 1940. A entidade chegou a ter mais de duzentos atletas, nas mais diversas modalidades, ganhando medalhas e prêmios em apresentações pelo interior e na capital do estado. Com a criação da Escola de Educação Física Hermano Ribeiro, Catalão se destacou como o mais avançado centro de treinamento esportivo estadual, numa época em que Goiânia nem havia sido oficialmente inaugurada. A fundação desse centro esportivo, com apoio do governador Pedro Ludovico e do prefeito de Catalão, Armando Storni,...

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O Trágico Fim de Americano do Brasil

A rua Americano do Brasil é uma das mais antigas de Catalão. Começa na área central da cidade e percorre boa parte do bairro São Francisco. A sua abertura se deu no final da década de 1930, na gestão de Públio de Souza que, por sinal, havia sido amigo do homenageado. Americano do Brasil foi um dos mais brilhantes e ilustres intelectuais de Goiás. Escritor de renome, publicou a famosa Súmula da História de Goiás, que se converteu em um livro clássico de pesquisas acadêmicas. Poucos sabem, no entanto, que ele era um médico conceituado e que foi barbaramente assassinado, na porta do seu consultório,...

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A Tradição de Finados em Catalão

Durante um tempo, o Dia de Finados era celebrado com tristes melodias em Catalão. A banda de música se colocava na entrada do cemitério municipal, logo de manhã, executando dobrados e marchas fúnebres, enquanto a população visitava os túmulos dos entes queridos ao longo do dia. Esse ritual surgiu na década de 1930 e perdurou por quase vinte anos. Era uma ocasião solene, em que as pessoas conversavam sobre o passado, enfeitavam jazigos, túmulos e covas rasas, acendendo velas e orando pela alma dos falecidos. Tudo ao ritmo contagiante das melodias fúnebres executadas pela banda de música. O...

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O CATIREIRO NA NOSSA HISTÓRIA

No período da colonização da região de Catalão, da mesma forma que no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba, era grande o isolamento da população, provocado pelas grandes distâncias e as dificuldades de locomoção daqueles tempos. Os bancos também eram raros, fator que inibia a circulação de moeda corrente, exigindo, muitas vezes, a realização de negócios por meio de permutas, como a melhor opção para girar a economia. Esse fato, certamente, foi o responsável pelo surgimento da cultura do Catireiro, um típico personagem da região, um comerciante geralmente informal, especializado nos negócios feitos por meio de trocas de mercadorias, o escambo, popularmente conhecido como catira, gambira,...

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Recordações da Academia Catalana de Letras – A Retirada da Cruz do Anhanguera

A Academia Catalana de Letras relembra que, a retirada da Cruz do Anhanguera de Catalão foi um acontecimento marcante que ficou na memória do município. Os moradores compareceram à estação ferroviária, no dia da transferência da cruz, mas pouco entenderam o que estava acontecendo. Presenciaram lances dramáticos de choro, lamento e raiva, assim como também demonstrações de euforia, satisfação e ardor cívico. Sob um foguetório intenso e ao som da banda de música, a cruz foi acomodada em uma prancha do vagão de carga e o trem partiu rapidamente. A história começou dois anos antes, lá no mato onde a cruz foi retirada. Estivera fincada no local por quase 200 anos como um sinal...

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Da Família DAVID, Nasceu Davinópolis

O prefeito de Catalão, João Netto de Campos, no início do seu primeiro mandato em 1948, visitou toda a zona rural do município. No extremo sudeste, à beira do rio Paranaíba, teve uma surpresa. Encontrou muita gente morando na região do Boqueirão de Cima, Jacuba, Porto dos Pereira e Boqueirão de Baixo. Era uma meninada que crescia, sem instrução, bem longe das escolas municipais. Conversando a respeito com um fazendeiro local, conhecido por Zequinha, o prefeito acenou com a possibilidade de construção de um grupo escolar naquela região. José David de Souza, o Zequinha, de imediato reservou um hectare de terra, em sua propriedade, para a prefeitura edificar o estabelecimento escolar.