Benedita Moreira Quirino: a história da primeira bandeirinha da Festa de Nossa Senhora do Rosário de Catalão

Uma trajetória marcada pelo preconceito, pelas dificuldades, pela dedicação à família e por uma devoção que atravessou gerações

Por Maysa Abrão

 

Benedita Moreira Quirino viveu 94 anos e, durante boa parte deles, enfrentou dificuldades que marcaram profundamente sua trajetória. Nascida em uma família negra de origem humilde, conheceu ainda criança a dureza do trabalho, cresceu sem a presença do pai, enfrentou o preconceito racial e, depois de casada, dedicou grande parte de sua vida à criação dos filhos. Apesar de tantos obstáculos, conservou o orgulho de suas origens e uma ligação profunda com as tradições de Nossa Senhora do Rosário. Foi por meio de uma longa e emocionante conversa com sua filha, Aurora Moreira Quirino, que pude conhecer detalhes dessa história, repleta de lembranças da infância, episódios familiares, dificuldades, perdas e ensinamentos. Entre tantas informações compartilhadas, uma possui especial importância para a memória cultural de Catalão, Goiás: segundo a tradição oral preservada pela família, Dona Benedita foi a primeira bandeirinha da Festa de Nossa Senhora do Rosário de Catalão. Entretanto, sua trajetória merece ser conhecida não apenas por essa participação, mas pela história de uma mulher que enfrentou as limitações impostas por seu tempo e deixou aos descendentes um exemplo de coragem, dignidade e amor às próprias raízes.

Benedita Moreira Furtado nasceu em 4 de fevereiro de 1922, em Catalão, Goiás. Era filha de Leonídia Pereira Furtado e Juvêncio Moreira, uma família que vivia na região do bairro Pio Gomes, onde, naquela época, predominavam ranchos e construções bastante simples. Seu pai, natural de Pernambuco, faleceu quando ela ainda engatinhava, deixando Leonídia viúva e responsável pela criação dos filhos. Benedita cresceu ao lado dos irmãos José Moreira, conhecido como tio Juca, Maria Moreira, Iraídes Moreira e Juvêncio Moreira, este último falecido ainda jovem em um acidente enquanto trabalhava nos currais da charqueada dos Margon. A ausência paterna foi uma tristeza que Benedita carregou durante toda a vida, conforme recorda Aurora, que ouviu inúmeras vezes a mãe lamentar não ter conhecido o próprio pai. Diante das dificuldades financeiras, Leonídia precisou encontrar maneiras de garantir a sobrevivência da família, e Benedita, ainda menina, passou a viver com integrantes da família Margon, onde ajudava nos serviços domésticos e no cuidado das crianças. Embora tenha desenvolvido vínculos afetivos com algumas pessoas daquela família, especialmente Nilda Margon, sua infância foi marcada por responsabilidades que a impediram de estudar regularmente. Aurora conta que a mãe chegou a ser matriculada em uma escola, mas frequentemente era chamada de volta para cuidar das crianças da casa, perdendo a oportunidade de aprender a ler e escrever. Ao recordar esse período, Benedita costumava falar das inúmeras tarefas que desempenhava, desde os cuidados com as crianças até os trabalhos relacionados à produção e ao preparo dos alimentos. Sua infância foi praticamente dedicada ao serviço, uma realidade enfrentada por muitas meninas negras e pobres daquela geração.

A história de Benedita está profundamente ligada à trajetória de sua mãe, Leonídia Pereira Furtado, nascida em setembro de 1888, poucos meses depois da abolição oficial da escravidão no Brasil. Leonídia casou-se aos 13 anos com Juvêncio Moreira e construiu sua vida no bairro Pio Gomes, inicialmente em um rancho e, posteriormente, em uma casa de adobe. Conhecida pela comunidade como Vovózinha, era uma mulher respeitada por sua sabedoria, religiosidade e conhecimentos populares. Atuava como benzedeira e parteira, atendendo moradores do bairro e famílias da zona rural, além de realizar benzimentos em animais, currais e pessoas acometidas por enfermidades. Sua ligação com a Festa de Nossa Senhora do Rosário vinha dos antepassados. Segundo Aurora, os irmãos de Leonídia, Zé Furtado e João Furtado, são lembrados pela família como participantes da formação do Terno de Congo do Bairro Pio Gomes. Outro nome preservado nas memórias familiares é o de Pai Domingos, antepassado identificado como moçambiqueiro. Benedita contava à filha que, naquele tempo, os dançadores participavam com os pés descalços e as calças dobradas até as canelas. Leonídia também exerceu a função de juíza perpétua, ligada às manifestações de devoção a Nossa Senhora do Rosário, e fazia questão de transmitir aos filhos e netos os ensinamentos religiosos recebidos de seus antepassados. Foi nesse ambiente que Benedita cresceu, aprendendo desde pequena a importância das novenas, dos terços e das tradições que faziam parte da identidade de sua família.

De acordo com as lembranças transmitidas por Aurora, Dona Benedita participou da Festa de Nossa Senhora do Rosário como bandeirinha ainda jovem e é considerada pela família a primeira a exercer essa função na tradição local. Sua participação, entretanto, foi interrompida após o casamento com Aníbal Quirino Francisco, homem branco que, segundo a filha, não aceitava as manifestações culturais de origem negra da família materna e proibia a esposa de participar da Congada. O casamento também trouxe situações dolorosas de discriminação racial. Inicialmente, o casal viveu na propriedade dos pais de Aníbal, Marcionil Quirino e Aurora, na região do Córrego do Almoço, onde nasceram as primeiras filhas, Aldanice e Aldélia. Benedita deixou o local grávida de Aldina, depois de enfrentar dificuldades de convivência e manifestações de preconceito por parte de familiares do marido. Aurora recorda, com indignação, que alguns parentes utilizavam expressões racistas para se referir à mãe, tratando-a de maneira humilhante por sua condição de mulher negra. A vida conjugal também foi marcada pelo alcoolismo de Aníbal, que, apesar de ser um homem inteligente e habilidoso na construção civil, tinha comportamentos que tornavam a convivência familiar muito difícil. Ele trabalhou como pedreiro e participou da construção de pontes, açudes e edificações, permanecendo por vezes longos períodos em propriedades rurais. Nessas ocasiões, Benedita encontrava oportunidades para acompanhar as novenas e se aproximar das atividades religiosas. Aurora guarda uma lembrança especialmente emocionante dos domingos da Festa de Nossa Senhora do Rosário, quando a mãe permanecia no alpendre de casa esperando a passagem do Terno Pio Gomes. Muitas vezes, observava os dançadores com os olhos cheios de lágrimas, demonstrando a saudade de uma tradição que havia sido obrigada a abandonar, mas que jamais deixou de amar.

Benedita e Aníbal tiveram 11 filhos, dos quais dois faleceram ainda bebês. Os nove que cresceram sob seus cuidados foram Aldanice, Aldélia, Aldina, Alda da Luz, Altair, Djibson Carlos, Aurora, Aníbal Filho e Aline, a caçula. Aline nasceu prematuramente, aos oito meses de gestação, e apresentou uma deficiência que exigiu cuidados constantes. Aurora recorda que a irmã era muito querida e considerada uma alegria dentro de casa, apesar das dificuldades relacionadas à sua condição. Ela faleceu aos 21 anos, deixando uma saudade profunda entre os familiares. Para sustentar uma família tão numerosa, Benedita trabalhava lavando e passando roupas, uma das poucas atividades remuneradas disponíveis para mulheres pobres naquela época. Lavava roupas no córrego e, muitas vezes, passava as peças durante a noite utilizando ferro de passar a brasa, conciliando o trabalho com os cuidados da casa e dos filhos. As dificuldades financeiras fizeram com que as crianças também começassem a trabalhar muito cedo. Aurora conta que, aos sete anos, já realizava serviços domésticos na residência de Dona Olívia Salviano, enquanto o irmão Altair integrou uma das primeiras turmas de garis de Catalão, entregando seu salário à mãe para ajudar nas despesas da família. Os filhos dividiam o tempo entre a escola, o trabalho e as tarefas domésticas, cuidando da horta, buscando água e ajudando na manutenção da casa. Apesar de todas as dificuldades, Benedita insistia para que estudassem, pois compreendia que a educação poderia oferecer oportunidades que ela própria não havia recebido. Aurora recorda uma frase que a mãe repetia constantemente: “A única coisa que o pobre tem e que ninguém tira é o conhecimento.” Mesmo sem saber ler e escrever, Benedita incentivava os filhos a frequentar a escola e a buscar uma vida diferente daquela que conhecera. Anos depois, quando o Movimento Brasileiro de Alfabetização, o Mobral, chegou a Catalão, ela finalmente teve a oportunidade de aprender a escrever o próprio nome e desenvolver conhecimentos básicos de leitura.

Durante nossa conversa, Aurora também compartilhou lembranças da infância que ajudam a compreender o ambiente familiar em que cresceu. Uma das mais marcantes é a convivência com a avó Leonídia, que morava nos fundos do terreno da família. A casa de Vovózinha era um lugar de encontro para os netos, que logo pela manhã corriam descalços para pedir sua bênção e receber o que ela chamava de tira-jejum. Aurora recorda o tutu preparado com torresmo, feito com o toucinho que a avó defumava no fogão de lenha, acompanhado de café doce. Outra lembrança especial são as noites de chuva, quando a família se reunia perto do fogão para comer mentira de polvilho e ouvir as histórias dos antepassados. O café era servido em um bule esmaltado, enquanto as conversas avançavam pela noite. Foi nesses encontros que Aurora ouviu muitas das informações sobre suas origens, em uma época em que a história familiar era transmitida principalmente pela palavra. Leonídia também deixou ensinamentos sobre humildade, respeito e generosidade, acolhendo as pessoas que procuravam ajuda e dedicando grande parte da vida aos cuidados de um filho com deficiência grave, conhecido como João da Leonídia. Segundo Aurora, João foi sepultado no Cemitério Municipal de Catalão e sua memória permanece associada, na tradição popular, a relatos de graças recebidas. A convivência com Leonídia teve grande influência na formação de Benedita e, posteriormente, na educação de seus filhos, especialmente no que se refere à religiosidade e ao respeito às pessoas.

Foto: Dona Benedita ao lado de seu sobrinho, Antônio Carlos Moreira Rodrigues, carinhosamente conhecido como Tcheco (in memoriam), que foi 2º capitão do Terno de Congo do Pio Gomes, de Catalão (GO).

Entre as recordações compartilhadas por Aurora, uma demonstra como a participação de Benedita na Congada marcou profundamente sua vida. Desde pequena, ela sonhava em ser bandeirinha como a mãe, mas também enfrentou a proibição do pai. Nenhuma das filhas pôde realizar esse desejo durante a infância. Aurora, que se descreve como uma menina muito travessa, encontrou maneiras de acompanhar os ensaios escondida. Saía de casa dizendo que iria brincar nas proximidades, mas seguia para os locais onde aconteciam os encontros dos congadeiros. Uma de suas lembranças mais queridas é a convivência com Seu Joaquim Coelho (Capitão do Vilão Santa Efigênia), que chegou a confeccionar uma pequena manguara especialmente para que ela pudesse participar dos ensaios. Com o passar dos anos, Aurora e seus irmãos encontraram maneiras de participar mais ativamente do Congado e transmitir aos próprios filhos os ensinamentos recebidos de Benedita e Leonídia. Essa continuidade familiar também aparece na trajetória de Altair Moreira Quirino, irmão de Aurora, que foi dançador do Catupé Amarelo e, depois de enfrentar dificuldades pessoais, conseguiu retomar os estudos por meio da educação de jovens e adultos, ingressar no ensino superior e concluir o curso de História. Altair faleceu em decorrência de um infarto, aproximadamente um ano depois da morte da mãe. A família também conserva lembranças de outros parentes ligados ao Congado, entre eles Eutálio Pereira, conhecido como Eutálio General, e Ângelo, que foi capitão do Catupé Amarelo antes de João Ranhão. Para Aurora, essa ligação com as tradições de Nossa Senhora do Rosário representa uma herança familiar que atravessou diferentes gerações e permanece presente na vida de seus descendentes.

Foto: Dona Benedita com a bandeira do Terno de Congo do Pio Gomes, de Catalão, Goiás

Mesmo depois de envelhecer, Benedita conservou o hábito de acordar muito cedo e realizar pessoalmente os serviços domésticos. Aurora recorda que a mãe levantava por volta das cinco horas da manhã, varria o terreiro, limpava a casa e cuidava de suas roupas. Não gostava de depender dos filhos e resistia quando alguém tentava assumir suas tarefas, mesmo quando começou a apresentar limitações físicas. A casa também era conhecida pela hospitalidade. Os garis que trabalhavam nas proximidades costumavam passar para tomar café, e alguns chegavam a mudar o percurso para visitá-la, conversar um pouco e receber seu carinho. Esses pequenos acontecimentos permaneceram na memória da família e ajudam a compreender a personalidade de uma mulher que, apesar das dificuldades enfrentadas, mantinha relações de amizade e solidariedade com as pessoas ao seu redor. Aurora também recorda a satisfação que sente quando encontra antigos moradores do Pio Gomes e ouve que está cada vez mais parecida com a mãe. Para ela, não existe elogio maior. Durante nossa conversa, compartilhou uma frase que expressa toda a admiração que sente por Benedita: “A minha mãe era uma lavadeira de roupa, mas olha lá uma imperatriz para chegar no pé dela.” A declaração resume o respeito que Aurora tem pela trajetória de uma mulher que não recebeu privilégios, mas conquistou a admiração dos filhos por sua coragem, honestidade e dedicação à família.

Dona Benedita Moreira Quirino faleceu em 14 de agosto de 2016, aos 94 anos, deixando uma família numerosa, formada por filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Sua morte representou uma perda profunda para os familiares, especialmente para Aurora, que conta sentir intensamente sua ausência mesmo depois de dez anos. Entretanto, os ensinamentos recebidos continuam presentes em sua vida. A preocupação com a educação, o respeito às pessoas, a importância do trabalho, a união familiar e a preservação das próprias origens são valores que procura manter e transmitir. Aurora conta que, diante das dificuldades, costuma olhar para o espelho e recordar de quem é filha. “Eu não sou cria do mundo, eu sou filha da Benedita Moreira.” Segundo ela, basta lembrar dessas palavras para sentir suas forças renovadas e encontrar coragem para enfrentar os obstáculos.

Atualmente, Aurora continua envolvida com as tradições do Congado e mantém uma ligação especial com o Moçambique São Jorge Guerreiro, de Ouvidor, cuja fundação ajudou a realizar. Participa de encontros culturais, compartilha conhecimentos com pesquisadores e estudantes e procura incentivar os mais jovens a conhecer a história das famílias que contribuíram para a preservação dessas manifestações. Durante nossa conversa, recordou com emoção a participação de sua mãe em trabalhos acadêmicos, entre eles o Trabalho de Conclusão de Curso de Cássio Ribeiro, que pesquisou o Congado e reuniu registros e depoimentos de Dona Benedita. Aurora foi convidada para acompanhar a apresentação e se emocionou ao encontrar uma grande fotografia da mãe na sala. Para ela, perceber que a trajetória de Benedita despertava interesse acadêmico representou uma forma importante de reconhecimento. Aurora também enfrentou recentemente um período muito difícil em sua própria vida. Diagnosticada com câncer, passou por internações, quimioterapia, radioterapia e acompanhamento especializado em Barretos, São Paulo. Segundo seu relato, chegou a apresentar um tumor de aproximadamente 15 centímetros e enfrentou momentos de grande fragilidade física. O tratamento trouxe resultados positivos e seus exames mais recentes, conforme contou, não identificaram a presença do tumor. Ela continua seguindo as orientações médicas e realizando acompanhamento preventivo. Durante esse período, encontrou na devoção a Nossa Senhora do Rosário uma importante fonte de conforto e esperança, mantendo consigo uma pequena imagem da santa durante as viagens para tratamento. Aurora acredita que a força para enfrentar as dificuldades vem, em grande parte, da educação recebida de Benedita e Leonídia, mulheres que enfrentaram inúmeras adversidades sem abandonar a fé e o compromisso com a família.

A história de Benedita Moreira Quirino também nos leva a refletir sobre a participação das mulheres negras na formação e na continuidade das manifestações culturais de Catalão. Muitas dessas mulheres contribuíram para a preservação das tradições religiosas enquanto enfrentavam jornadas de trabalho exaustivas, dificuldades financeiras e limitações impostas pela sociedade. Nem sempre tiveram seus nomes registrados em documentos ou receberam o reconhecimento correspondente à importância de suas trajetórias. No caso de Dona Benedita, o relato de sua filha oferece informações valiosas sobre sua participação como bandeirinha e sobre a ligação de seus antepassados com o Congado do bairro Pio Gomes. Essas lembranças merecem ser preservadas e podem contribuir para futuras pesquisas sobre a história da Festa de Nossa Senhora do Rosário. A identificação de Benedita como primeira bandeirinha, transmitida pela tradição oral familiar, ainda necessita de confirmação por meio de outras fontes históricas, mas isso não diminui a relevância do testemunho de Aurora, especialmente diante da escassez de registros sobre a participação das mulheres nas primeiras gerações do Congado catalano.

Ao concluir minha conversa com Aurora Moreira Quirino, ficou evidente a importância de ouvir aqueles que guardam lembranças de nossos antepassados. Em vários momentos, Aurora se emocionou ao falar da mãe. Em outros, sorriu ao recordar as travessuras da infância, os encontros na casa da avó e os ensinamentos que continuam presentes em sua vida. Dona Benedita nasceu em 1922, viveu uma infância marcada pelo trabalho, enfrentou o preconceito racial, criou uma família numerosa e precisou abrir mão de atividades que amava em razão das imposições do marido. Apesar disso, nunca deixou de valorizar suas origens e de transmitir aos filhos a devoção a Nossa Senhora do Rosário. Sua história está relacionada à memória do Congado de Catalão, mas também representa a trajetória de muitas mulheres negras que sustentaram suas famílias com o próprio trabalho e procuraram oferecer aos filhos oportunidades que não tiveram. Ao lembrar da mãe, Aurora demonstra que o reconhecimento mais importante que Benedita conquistou talvez esteja justamente no orgulho que seus descendentes sentem de sua história. E uma das frases mais marcantes de nossa conversa traduz esse sentimento: “Quando as dificuldades vêm na minha vida, eu sempre olho no espelho e falo: você é filha da Benedita Moreira. Aí parece que a força redobra.” Dona Benedita faleceu há dez anos, mas continua presente nas lembranças de sua família, nas histórias do bairro Pio Gomes e na devoção que transmitiu aos seus descendentes. Preservar sua trajetória é também reconhecer a contribuição de tantas mulheres que ajudaram a construir a memória cultural e religiosa de Catalão, Goiás.

FOTO: Aurora e Dona Benedita

 

FOTO: Aurora, Dona Benedita e Aldina

 

FOTO: Aurora, Dona Benedita, Alda e Aldina

 

FOTO: Alda, Dona Benedita e Aurora – 2009

 

 

FOTO: Dona Benedita com o netinho nos braços recebendo o Catupé Amarelo

 

Foto: Dona Benedita com a bandeira do Catupé Amarelo. O capitão João Ranhão tinha o costume de levar o terno até a residência de Dona Benedita, onde os dançadores eram recebidos com suco de tamarindo.

FOTO: Dona Benedita e a filha Aldanice

FOTO: Dona Benedita e a filha Aurora

FOTO: Dona Benedita com as filhas recebendo mais uma homenagem

Dona Benedita com a senhora Alcídia (mãe do Primeiro General da Festa em Louvor a Nossa Senhora do Rosário de Catalão, Dimiro)

Foto: Dona Benedita, ao lado de outros homenageados, durante homenagem realizada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Catalão, Goiás, em celebração ao Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.

FOTO: Dona Benedita com a filha Aurora

Blog da Maysa Abrão – Liberdade se constrói todos os dias.

Fonte: Entrevista com Aurora Moreira Quirino, filha de Benedita Moreira Quirino.

Fotos: Arquivo de Familia

FOTO: Eu, Maysa Abrão, com dona Benedita no dia 30 de setembro de 2014