Categoria: Filhos do Catalão

Filhos do Catalão

“PAI” por Paulo Pazz

Ao meu pai que trabalhou... Ao meu pai que me carregou em seu ombro cansado... Ao meu pai que me sustentou e exprimiu a minha conduta no calor de seu peito forte. Ao meu pai que, franzino, me mostrou um poder descomunal. Ao meu pai desalinhado de vaidades alinhavado aos fios da honestidade. Ao meu pai que não tirou da própria boca, mas primeiro deu a mim antes de ter para si. Ao meu pai com quem convivi tão pouco, mas que a cada instante juntos me fez viver um amor denso...intenso. Ao meu pai que não cantou para eu dormir, mas embalou os sonhos do meu dia-a-dia. Ao meu pai que nunca precisou Me falar de amor -Tampouco eu também falei- Mas que, sei, sempre praticou O verbo AMAR. Ao meu pai, que um dia também foi filho. Ao meu pai,...

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A RUA ESTREITA – Por Paulo Hummel Jr

Quando meus avós paternos aqui chegaram, na primeira década do século passado, a ocupação da cidade dava-se, preferencialmente, por meio de pequenas chácaras com o fundo voltado para a margem esquerda do Ribeirão Pirapitinga e a frente para o que hoje chamamos de Av. 20 de Agosto. À medida que o núcleo habitacional foi se expandindo e deixou as cercanias da Rua da Grota, indo além da Velha Matriz, logo surgiu a Rua Estreita, como hoje a população a conhece. Não se conseguiu levantar quando essa rua foi aberta e nem quem era o administrador da cidade, á época. Mas, seguramente, isso ocorreu há bem...

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Catalão perde Dr. Abadio vítima da Covid-19

Dr. Antônio Abadio deixa a esposa Carmen Lúcia, quatro filhos e cinco netos Morreu na madrugada deste sábado (23), o médico Antônio Abadio da Silva, de 72 anos, vítima da Covid-19. Ele estava internado em um hospital particular em Catalão e foi transferido para hospital de Brasília (DF), na última terça-feira (19), mas não resistiu as complicações no quadro clínico e veio à óbito. Além de médico ginecologista, obstetra e cirurgião geral, Dr Abadio foi vereador na legislatura 96/2000 e candidato a vice-prefeito na chapa com Mauro Campos na década de 80. Sua última participação na política foi como Secretário Municipal de Saúde em Catalão, na gestão de Jardel Sebba. Dr. Antônio Abadio deixa a esposa Carmen Lúcia, quatro...

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PARA OS SAUDOSOS COMO EU…

Hoje decidi trocar a caminhada de todos os dias por uma “andada” por minha cidade, que já bocejava na brisa fresca e céu limpinho! A gente não vê e não vive, quando só anda de carro. Voltei pra casa 1 hora e meia depois, com a certeza de que, por mais que viaje o mundo, é aqui que quero viver. Apesar de todos os problemas, trânsito, violência, buracos, mandos e desmandos...tenho orgulho de viver aqui! A vida não é feita do agora – tenho no coração uma colcha de retalhos (que hoje chamam de patchwork), que começou a ser costurada muito antes do paralelepípedo. Como dizia Neruda “Ainda chove dentro de mim, como há 60 anos em Temuco”. E assim é que mirei...

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Hospital São Nicolau Por Paulo Pazz

A história do Hospital São Nicolau começa em 1968, com início das obras do complexo. Uma iniciativa empreendedora do médico Dr. William Safatle, com o apoio do Dr. Paulo de Tarso Salviano e Naim Safatle. Percebendo o desenvolvimento da cidade, que aumentava sua população e demandava cada vez mais por serviços de saúde, a necessidade da medicina especializada foi o marco para a realização e conclusão do projeto em 10 de Agosto de 1974. Em primeiro plano, na foto abaixo, o saudoso doutor Willian.  

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Memórias de um Peregrino – FIM DE JORNADA

No dia seguinte, orei no túmulo do apóstolo e assisti à missa dedicada aos peregrinos. É uma pomposa cerimônia, com um belo sermão e o famoso espetáculo do botafumeiro, enorme incensório, usado para a queima de incenso, prática que, na antiguidade, tinha o objetivo de neutralizar o odor pouco agradável exalado pelos peregrinos... Preso a um cabo pendurado no teto, ele é balançado durante alguns minutos. Mas, hoje, na missa dedicada aos peregrinos, eles são raros, se comparados aos turistas. Recriminei-me, mas não consegui conter o desapontamento. Circulei por Santiago e, às 16h, tomei um ônibus com destino...

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Memórias de um Peregrino – A META ALCANÇADA

Falar da chegada é muito mais que descrever o último trecho da caminhada, em tudo similar às demais etapas na Galícia. Desde que saí de Santa Irene, fui tomado por um entusiasmo fora do comum, uma grande plenitude, uma autoconfiança que me fazia sentir capacidade de mudar não somente a minha vida, mas o próprio mundo. Caminhei firme, alegre, satisfeito. Várias vezes me peguei a cantar ou chorar de alegria. Nem a subida da serra que antecede o aeroporto ou o interminável sobe-e-desce antes do Monte do Gozo, chegaram a abalar-me. Achei-as suaves, não sei se pelo entusiasmo ou se, realmente, não exigiam grande esforço.

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Memórias de um Peregrino – UM SÍMBOLO DO BRASIL

Bem cedo, tomamos o café-da-manhã no próprio albergue e mergulhamos mais uma vez na neblina, com as inevitáveis pausas para Joan fazer seus desenhos. Eu, Joan, Marlies e Stefani seguimos até Palas de Rei, uma cidade de tamanho médio, aonde chegamos por volta de meio-dia. Os demais membros do grupo resolveram almoçar ali, enquanto decidi seguir em frente, pois estava sem fome. Ainda que se possa dizer que a falta de apetite era verdadeira, acho que ela foi provocada mais pelo meu desejo de rever Dolores, uma linda loira espanhola. Tinha cerca de 30 anos de idade, e eu a conhecera em um bar, em...

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Memórias de um Peregrino – OS CATALÃES

Fizemos uma merenda em Portomarín e seguimos em frente. Aliás, a palavra merenda, comum no Brasil até poucas décadas atrás – é mantida em pleno uso pelos espanhóis (“merienda”). É bem mais apropriada que o vocábulo lanche, cujo uso alastrou-se pelo Brasil, copiado da palavra “lunch”, que significa almoço, em inglês. Substituímos a merenda pelo almoço. A uns 5 km adiante, depois de enfrentar um longo trecho em aclive acentuado, na saída de Portomarím, alcançamos Gonzar, um pequenino povoado, onde resolvemos pernoitar. Ali não havia nenhum comércio, à exceção do bar vizinho ao refúgio, que somente servia “bocadillos”. O albergue...